As chamadas criptomoedas, como o bitcoin, são ativos digitais que podem representar unidade de valor em moeda soberana local ou estrangeira. Segundo Reinaldo Rabelo, diretor de novos negócios da plataforma digital de negociação de criptoativos Mercado Bitcoin, as principais criptomoedas atualmente são adquiridas como forma de investimento ou mesmo como instrumento de transferência de valores ou acesso a serviços.

Além do bitcoin, dentre as milhares de criptomoedas existentes, o Mercado Bitcoin, explica Fabrício Tota, diretor de OTC da plataforma, admite a negociação das principais, que são a Bitcoin Cash, Ethereum, Litecoin ou XRP. Tota explica que o bitcoin, por exemplo, é uma moeda digital que não é emitida por nenhum Banco Central, governo ou instituição financeira. “Novos bitcoins são criados a partir de um processo conhecido como mineração, que pode ser explicado como um desafio matemático complexo gerado pelo próprio protocolo e que remunera aquele ‘minerador’ que primeiro conseguiu resolvê-lo”, explica.

Para Rabelo, o bitcoin ou qualquer outra criptomoeda, é uma tecnologia inovadora e que quebra padrões já conhecidos no mercado financeiro, cuja adoção vem crescendo no mundo todo. “Ter bitcoin como parte de uma carteira de investimentos é uma forma de estar exposto a essa oportunidade, com alto potencial de retorno, mas também com algum risco no curto prazo”, destaca. Uma outra vantagem dos criptoativos, segundo o especialista, é que eles não são atrelados a governos ou bancos. “O mercado é contínuo, 24 horas por dia, sete dias por semana, o que é uma vantagem em relação a ações e títulos, que são negociados somente em horas úteis.”

Para Rabelo, o bitcoin ou qualquer outra criptomoeda, é uma tecnologia inovadora e que quebra padrões já conhecidos no mercado financeiro, cuja adoção vem crescendo no mundo todo. “Ter bitcoin como parte de uma carteira de investimentos é uma forma de estar exposto a essa oportunidade, com alto potencial de retorno, mas também com algum risco no curto prazo”, destaca. Uma outra vantagem dos criptoativos, segundo o especialista, é que eles não são atrelados a governos ou bancos. “O mercado é contínuo, 24 horas por dia, sete dias por semana, o que é uma vantagem em relação a ações e títulos, que são negociados somente em horas úteis.”

Surgimento

O blockchain é uma das tecnologias por trás do bitcoin. De uma maneira bem simples, segundo explicam os especialistas do Mercado Bitcoin, ele pode ser entendido como um banco de dados online, público e descentralizado, criado para tornar a distribuição de informação transparente e confiável, sem precisar de um agente externo e centralizador que valide o processo. Foi graças a essas características que o blockchain tornou possível a criação de uma moeda digital descentralizada, como o bitcoin.

Uma rede de computadores interligados — chamados de rede peer-to-peer — formam o blockchain. Há o blockchain do bitcoin, o blockchain do ethereum, o blockchain do litecoin e assim por diante para cada criptomoeda. Hoje são mais de 1.700 tipos diferentes no mercado.

No caso do bitcoin, os computadores da rede são responsáveis por validar as transações, de acordo com algumas regras. Toda vez que uma transação é realizada com uma criptomoeda, ela é verificada pelos membros da rede e registrada no blockchain correspondente.

Criador misterioso

Satoshi Nakamoto é o pseudônimo usado pelo criador do bitcoin, mas até hoje não se sabe quem é a pessoa por trás do código. O surgimento dessa criptomoeda aconteceu há pouco mais de dez anos, após Nakamoto identificar problemas nos sistemas de pagamento tradicionais que o motivaram a criar sua própria solução. No dia 31 de outubro de 2008, o programador publicou o chamado White Paper do bitcoin, um documento descrevendo como o sistema iria funcionar. Desde então a moeda vem sendo adotado por milhões de pessoas no mundo.

Não é um ‘bicho de sete cabeças’, mas existe risco

“O bitcoin não é um bicho de sete cabeças. É um ativo como qualquer outro”, define o sorocabano Guido Malato, investidor e CEO na CashCode. Ele relembra que conheceu o bitcoin logo após o surgimento da criptomoeda, quando um cliente de sua empresa de tecnologias pediu para que o sistema de pagamento fosse em bitcoin. “Não sabia exatamente o que era então fui pesquisar. Me encantei pelo ponto de vista técnico e vi ali um real potencial financeiro e virei um investidor”, conta.

Sobre o receio que as pessoas podem ter com o bitcoin por ser uma moeda digital, ele destaca que o dinheiro tradicional tem no papel sua mera representação do que está depositado em alguma instituição financeira. “A falta de tangibilidade não pode ser um problema.” Ele explica que o bitcoin e todas as outras criptomoedas são uma informação digital, por cadeia critpografica, que representa em determinado valor em qualquer outra moeda. Na última quinta-feira, por exemplo, às 11h54, a cotação do bitcoin era de R$ 34.179. Na semana anterior, na sexta-feira (20), às 11h10, a cotação era de R$ 43.283. “Como toda ação, há riscos de queda e também a chance de grandes lucros. Varia muito do perfil do investidor”, analisa.

Grandioso

Atualmente, conta Malato, a economia que o bitcoin representa fica na casa dos US$ 183 bilhões. O bitcoin pode ser utilizado em pequenos pagamentos entre pessoas físicas, para adquirir bens e também no comércio internacional. “A Receita Federal já tem normas estabelecidas para transações com criptomoedas”, disse. As agências de câmbio de bitcoins — chamadas de exchanges — também precisam informar a Receita sobre as vendas e as informações sobre os valores devem constar na declaração anual do Imposto de Renda dos investidores.

Uma dica preciosa de Malato para quem quer começar a investir em criptomoedas é aplicar somente uma quantia que não vá fazer falta a curto prazo. “Não adianta fazer empréstimo para investir ou vender sua casa para investir. Só investe dinheiro que você pode dispor porque todo investimento traz riscos”, alerta. O bitcoin, por exemplo, já oscilou muito e o especialista relembra que no final de 2017 e início de 2018 a moeda teve seu pior momento. O investidor conta que a população jovem, entre 18 e 40 anos, é a mais interessada. Entre os gêneros, o mercado é bem equilibrado entre homens e mulheres.

Novidade

Yara Kashivagui, 47, conta que já vinha pesquisando sobre as criptomoedas e há dois meses decidiu fazer seu primeiro investimento. Ela destaca que não é necessário desembolsar grandes quantias, pois é possível comprar frações de bitcoin. “Eu procurei uma empresa especializada para me orientar sobre as blockchains, que é um sistema muito seguro e muitos bancos atualmente estão copiando”, conta.

A principal atividade de Yara é como empresária musical de várias bandas em Sorocaba. Por isso conta não ter muito tempo para se empenhar nas aplicações. “É preciso buscar o máximo de informações disponíveis sobre as criptomoedas e ir acompanhado as variações no mercado.” Sobre os riscos, Yara também acredita que apesar da volatilidade, o bitcoin é uma oportunidade para obter lucros. (Larissa Pessoa)

** Este texto foi originalmente publicado em: https://www.jornalcruzeiro.com.br/economia/o-que-e-esse-tal-de-bitcoin/

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